Histórico
A Cooperativa Agro Industrial Holambra com sede localizada à Rodovia Raposo Tavares,
km 256, no município de Paranapanema – SP foi fundada em 23 de dezembro 1960. Em
1962 chegaram os primeiros produtores vindos da Holanda e outros egressos da Cooperativa
Agro pecuária Holambra, sediada no município de Holambra, próximo a Campinas.
Desde, então, a Cooperativa passou por inúmeras fases que podem ser definidas e
agrupadas em décadas de atuação:
• Anos 60 – Chegada dos primeiros produtores. A Cooperativa financiou as terras
numa região remota, tendo implantado toda infra-estrutura como barracões, graneleiros,
posto de combustível, residências, supermercado, hospital, igreja, escola e clube.
Além disso, construiu e realizou a manutenção de estradas, fez desmatamentos e o
primeiro preparo de solo. As culturas predominantes foram arroz e milho.
• Anos 70 - Os produtores se dedicavam exclusivamente à produção. A Cooperativa
comprava todos os insumos, comercializava toda a produção e prestava assistência
técnica, contábil e financeira. Houve grande expansão da área cultivada com o plantio
de soja e algodão, além do incremento na exploração intensiva de flores e frutas.
Nessa época, foi construída a maioria da infra-estrutura operacional de que dispomos
atualmente (silos graneleiros, descaroçador de algodão, fábrica de polpas, escritório,
câmaras frias e outros).
• Anos 80 - A crise na agricultura nacional afetou diretamente o desenvolvimento
da Cooperativa Agro Industrial Holambra que se viu forçada a rever as estratégias
e a política de aplicação dos recursos. Aumentou alternativamente a produção de
flores e frutas e reduziu a área de cereais, limitando-se praticamente às áreas
próprias.
A seca ocorrida em 1985 foi preponderante na decisão de direcionar recursos para
a aquisição de equipamentos de irrigação, beneficiando as lavouras de cereais e
a fruticultura. Nessa época, houve a primeira grande reestruturação da Cooperativa
com a terceirização do posto de combustíveis, supermercado, oficina de carros, setor
de peças agrícolas, restaurante e clube. Ocorreu também a venda da fábrica de polpas
de frutas no intuito de angariar capital de giro necessário à manutenção dos investimentos
e ao custeio da safra. A Cooperativa partiu de uma estrutura por função para três
divisões de produção, na qual cada uma passou a receber, beneficiar e vender a safra
e prestar assistência técnica aos cooperados. No final da década, a comercialização
de frutas e flores começou a apresentar problemas devido à diversidade de produtos
e o nível de qualidade.
• Anos 90 – Houve a consolidação da irrigação nas lavouras de cereais, alcançando
50% (cinqüenta por cento) das áreas exploradas, com a produção de duas a três culturas
no ano, com predomínio dos cultivos de feijão e milho, destinados inclusive para
sementes. Cabe também destaque para o forte ressurgimento do algodão sequeiro.
A Introdução do “Veiling” – leilão de comercialização contribuiu fortemente para
o incremento na produção de frutas e flores.
A fruticultura, centrada na produção de ameixas, pêssegos e nectarina, diversificou-se
com sucesso também na goiaba e banana. O movimento total da Cooperativa dobrou em
sete anos.
O final de 1996 marcou a outra fase de forte reestruturação da Cooperativa. Foram
terceirizadas as assistências técnicas, equipes de crédito e a funilaria industrial.
Além disso, foi extinta a divisão administrativa e reduzido o corpo gerencial nas
demais divisões.
Foram vendidos ativos como residências de funcionários da cooperativa, alguns imóveis
rurais (sítios e fazendas com reflorestamento de eucaliptos) e lotes urbanos.
Realizou-se ampla renegociação de débitos de cooperados e foi bloqueada a concessão
de novos créditos. Paralelamente desenvolveu-se uma política de obtenção de resultados
positivos, com o comprometimento financeiro do cooperado em caso de prejuízo. A
integralização e o aumento de capital social passaram a serem exigidos independentemente
de resultado de cada divisão da Cooperativa.
A adoção dessas medidas contribuiu decisivamente para suplantar o modelo de Colônia
de Imigração para o de Cooperativa prestadora de serviços em busca de resultados,
ou seja, a satisfação e a remuneração dos cooperados.
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